13 abril 2015

CASA x LAR



Qual é a diferença de uma casa para um lar?

Há várias maneiras de pensar isso. Vários vieses. Podemos pensar que lar é onde estão as pessoas que amamos, enquanto casa representa apenas um construção para fins de abrigo das forças da natureza. Podemos dizer até, considerando dicionários (não chequei), que são sinônimos. que casa e lar são a mesma coisa.

Porém, a diferença da qual eu quero falar não é exatamente um diferença sentimental, ou melhor, é sim, só que em outro sentido.

Eu quero falar da diferença no que tange decoração. Não, não. Não decoração daquelas que a gente vê nas revistas sofisticadas. Aquele espaço luxuoso e impecavelmente planejado e arrumado. São maravilhosos, mas não se trata disso. Se trata de transformar a "construção  para fins de abrigo das forças da natureza" em um ambiente com a nossa cara, nosso jeito, nossos ares e humores.

 Quero falar de não se contentar com aquele ambiente onde os móveis ficam dispostos para você usar somente. "Parados" sem vida ali, estereis. Transformar naquele lugar no qual você chega a noite, cansado e se sente acolhido, se sente em casa, se sente no seu lar... Que você fica admirando e sempre acha uma coisinha para melhorar, mexer, inventar...

Me ocorreu agora que talvez pudéssemos dizer que lar é uma casa com vida.

Quero escrever mais sobre isso. Mostrar a todos como é possível colocar vida na sua casa de uma maneira fácil, barata e muito divertida.


Imagem de www.sodecoração.com.br

10 abril 2015

FAZER GANHOS É MUITO MELHOR DO QUE GANHAR


Uma vez, participei de uma dinâmica de grupo na qual nós fomos divididos em três grupos e tínhamos que fazer algumas apostas entre alternativas e a pessoa que coordenava (especialista de RH) disse que o grupo que fizesse mais ganhos venceria a disputa.

Já não me lembro muito bem como funcionava o jogo exatamente, mas me lembro que cada grupo tinha o direito de negociar com um dos dois grupos a cada rodada e  que escolhíamos as alternativas secretamente com a especialista e depois ela revelava a resposta de todos. Cada rodada tinha uma regra, por exemplo, "se dois responderem igual ganham 1 ponto cada, quem responde diferente ganha 5" ou vice-versa e outros, e tinha em (acho que) todas a opção "se todos acertarem todos ganham 2 pontos".

Nós todos, claro, ficamos tentando ganhar mais pontos ferozmente.

Na hora eu não entendi como funcionava exatamente para fazer mais ganhos, mas entendi a diferença entre "ganhar" e "fazer mais ganhos" e eu sabia que estávamos fazendo tudo errado.

No fim, nós estávamos mesmo fazendo tudo errado. E então ela disse que se um grupo combinasse resposta com outro, e esse, por sua vez, combinasse resposta com o terceiro, sempre escolheríamos a mesma e ganharíamos sempre 2 pontos cada. Teríamos um empate e todos sairiam ganhando o que seria o maior ganho para a equipe como um todo. 

Mas, Bonita, o que isso tem a ver com a minha vida?

É muito simpris, meu rapaz. Lembra daquela discussão de opiniões com nosso amigo que levamos até o fim? Nos exaltamos, ficamos vermelhos, dissemos tudo que pensavamos, magoamos e, às vezes, até ofendemos. Afinal, nós estavamos certos e eles errados, gente! Bem, no fim eles acabaram concordando ou apenas cedendo. Parabéns! Ganhamos a discussão, mas será que fizemos ganhos? Será que nos permitimos tentar aprender algo com nossos amigos ou ficamos o tempo todo cegos tentando empurrar toda nossa "certitude" guela abaixo dos coitados? E depois, na hora que vem aquele silêncio do cansaço, nos sentimos mais feliz? Nos sentimos uma pessoa melhor por nossa atitude? Sentimos que fizemos ganhos de verdade? Qual foi o nosso ganho com essa "vitória"? Aí você retruca: "Mas eu sou assim e não ligo" acho que isso já seria mais um bom post.

E digo mais, minha queria. Sabe aquela pessoa, aquela colega que a gente até gosta, mas tem algumas coisas nela que... Godeee*, não dá! Às vezes até apreciamos alguns momentos com essa pessoas, mas tem horas que ela tira do sério com algumas coisinhas e a gente vai deixando pra lá. Aí então, chega o dia. Aquele dia. Vocês sabem de qual eu estou falando, né? E lá vem a gatinha e ela faz aquelas coisinhas. E nós, lindas, vestida de toda fúria que tem no coração, falamos t-u-d-o. Esculhambamos mesmo. Vomitamos todos os defeitos dela, colocamos ela abaixo do coco do cavalo do bandido. Parabéns! Externalizamos todo seu ódio. Mas e aí? Nos sentindo uma pessoa melhor agora? Sentimos que fizemos um bem para aquela pessoa? Achamos que fizemos ganhos? Achamos que essa era a atitude certa a ser tomada? Aí você retruca: "Mas ela merecia ouvir umas verdades" acho que isso também daria um outro bom post.

Essa reflexão partiu de várias coisas e acabou em mim. Já fiz isso aí que escrevi acima. E hoje percebi que percebi que fazer ganho não ganhar, fazer ganho é se sentir bem, se sentir tranquilo e aprender com as coisas. 

Aprendi que o que eu penso e sou estão seguros em mim, não é necessário provar a ninguém. Aprendi que dizer para a pessoa que ela tem defeitos não vai fazer ela melhorar. E, principalmente, aprendi que ser feliz é muito melhor do que estar certo.


Pensemos.

*Deus em inglês só que abrasileirado.

09 abril 2015

LISTA DE PESSOAS QUE NÃO GOSTO MAIS


Já ouvi alguns planos bizarros de amigos (especialmente depois de uns chopps), mas hoje ouvi uma coisa de uma amiga que, digamos, me causou estranheza.., "Vou fazer uma lista de pessoas que eu não gosto mais". Oi? Achei super divertido ela ter colocado isso desta forma.

Acho que em algum momento da vida todos nós acabamos fazendo isso. Não exatamente uma lista, mas acabamos chegando a conclusão de que não vale a pena ficar se agarrando à coisas que já não lhe trazem benefício, já não agregam aprendizado a sua vida.

Se você ainda nunca tinha pensado fazer "uma lista das pessoas que você não gosta mais", permita-se experimentar isso. Permita-se essa reflexão. Será que vale mesmo a pena colocar minha energia na interação com todas essas pessoas? Todas elas me fazem sentir bem? Trazem algum valor a minha vida e me permitem levar valor para a vida delas?

E outra: não se sinta culpado por isso, essa atitude não significa que você está ficando antipático, significa que você está evoluindo.

A partir do momento em que nos damos conta de que às vezes nem se quer sabemos o motivo de nos prendermos a certas coisas, nos sentimos à vontade para deixa-las ir e esse é um bom passo em direção a liberdade e tranquilidade.

31 março 2015

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